quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A SÁBIA ARTE DE VIVER






A SÁBIA ARTE DE VIVER

Há algum tempo estamos “pensando” em escrever um texto, em dar continuidade a esta tarefa prazeirosa de dividir alguns conhecimentos com a humanidade , seguindo um impulso interior, com o pouco que conseguimos compreender ao longo desta caminhada existencial.

Na verdade foi até mesmo difícil dar um título a este texto. Pensamos em: Quem “eu” sou de Verdade? ; O que “eu” quero da Vida ? ; Para onde estou indo? ... e quase fechamos com o título: Firmeza de Propósitos no Caminho Evolutivo.

Pensamos melhor e não achamos conveniente este último título considerando que não é possível ter firmeza de propósitos quando nem sabemos quem somos de VERDADE, quando sequer sabemos para onde estamos indo e , consequentemente, o que queremos da vida.

O título acima define um pouco o que consideramos que seja a Vida... uma arte, uma grande OBRA DE ARTE, a arte através da qual construímos o nosso templo interior.

A base deste TEMPLO precisa ser forte, precisa ser CONCRETA, VERDADEIRA, PALPÁVEL, ÍNTEGRA, COMPLETA. Precisa ser INABALÁVEL.

Atualmente é bem complicado falar em arte de viver, em vida, em templo interior, etc... Vivemos num mundo em que as pessoas estão totalmente condicionadas, num mundo de robôs, num mundo de repetições e mais repetições, onde uns vão se tornando cópias perfeitas dos outros, onde todos os defeitos vão se avolumando através das gerações.

Enfim, vivemos em meio a uma humanidade degenerada. Somos parte desta humanidade degenerada. Basta olhar no espelho com sinceridade, basta olhar pela janela com coragem de VER.

O que vemos ao nosso redor é muito triste e deprimente. Não é sem motivos que os casos de depressão e ansiedades sem tamanho lotam os consultórios médicos diariamente.

Não é sem razão que as crianças tornam-se réplicas perfeitas dos pais e não é preciso ser nenhum sensitivo para mapear como será todo o seu futuro de forma segura.

Esta situação não incomoda em nada todos aqueles que já estão acostumados com este condicionamento imposto pela sociedade, com este sistema que vem reinando há anos e anos.

Esta situação incomoda SIM e MUITO a todos aqueles que têm um impulso interior, que têm algo dentro de si que grita contra tudo isso, que tem algo dentro de si exigindo, sinalizando e clamando por algo melhor.

Este grito interior é um sinal de VIDA. É um sinal de que temos algo dentro de nós clamando pela VERDADE. Este impulso vem do PEDAÇO DE DEUS em nós. Vem direto daquele que nos criou, da nossa ESSÊNCIA, do nosso SER.

Seria muito fácil se pudéssemos simplesmente seguir este impulso , seguir vivendo e alcançar a fonte suprema que nos criou, nos integrar ao DIVINO, nos tornarmos um só e nos auto-realizarmos enquanto seres conscientes neste Planeta.

A tarefa não é tão fácil assim porque estamos totalmente contaminados por algo chamado EGO – aquele que não somos de verdade – fruto da nossa mente doentia, repetitiva e condicionada. É a nossa falsa personalidade ! Esta falsa personalidade encobre totalmente este divino em nós e nos leva para este caminho que termina em degeneração .

Esta falsa personalidade é a nossa maior armadilha e o pior de tudo é que ela reside absolutamente dentro de nós e a tarefa de eliminá-la só cabe a nós mesmos.

Esta falsa personalidade encobre todos os sentimentos nobres da pessoa, vai levando por um caminho cada vez mais sombrio e pobre em expectativas.

Esta falsa personalidade faz até mesmo que aquelas pessoas sinceras na busca do caminho evolutivo se tornem “equivocados sinceros” quando se deixam levar por medos, ilusões, mentiras, disfarces e toda uma gama de situações duvidosas que são lançadas diretamente sobre estas como uma avalanche da Nova Era.

Isso sempre ocorreu e sempre ocorrerá. Isso acontece porque as pessoas que avançam um pouco na senda “evolutiva” podem ser dominadas por este ego, esta parte deturpada que existe dentro de nós e se esquecem que ainda “haveria” muito para evoluir e aprender antes de se lançar como supostos avatares, mestres ou mesmo simples instrutores de pessoas.
Nestes casos falta a humildade necessária e a consciência para perceber e fazer as melhores escolhas.

A vida de um SER HUMANO é algo sagrado, algo divino e precioso. É uma chance única estar aqui neste Planeta para alcançar a auto-realização.

Temos que agarrar esta chance com todas as nossas forças interiores.

É digno de respeito, mas muito triste ver pessoas sinceras se perderem nas armadilhas de seu próprio ego doentio ou então nos inconfessáveis delírios alheios.

Uma questão é quando a pessoa efetivamente escolhe levar uma vida regida pelo ego, pelas ilusões e expectativas intermináveis, outra questão é quando esta pessoa se lança numa busca com intenções verdadeiras mas acaba se perdendo porque não fez o seu dever de casa: não se recorda de si, não sabe porque procura, como procura, onde procura e quais são as suas reais intenções.

É triste não saber a que veio... ainda não sabemos... é triste inventar a sua própria origem e ainda se colocar na qualidade de direcionar esta tão fadada civilização, tão carente em praticamente todos os setores.

É muito fácil se perder hoje em dia numa busca... é muito fácil ficar vivendo sonhando acordado porque pouco temos de consciência, estamos quase 100% dominados pelo ego e assim fatalmente caímos em devaneios e inverdades de toda a ordem porque estamos identificados com tudo isso. Somos um pouco de tudo isso. Infelizmente.

Nada acontece por acaso. Tudo obedece a determinada SINTONIA.

Pode parecer desanimador e perigoso empreender uma busca nos dias de hoje, considerando que quase a totalidade da sociedade está dominada pela escuridão, pelas idéias malucas criadas por uma mente (mentira) que não se educou.

Entendemos este desânimo mas não depositamos absolutamente nada nele posto que a RETIDÃO DE PROPÓSITOS conscienciais visando a AUTO-REALIZAÇÃO é a garantia máxima de que independente onde esteja, este buscador estará protegido, estará no momento certo, no lugar certo e efetivamente cumprindo com a sua missão maior e VERDADEIRA neste Planeta que é investir todo o seu potencial interior no AUTO-CONHECIMENTO , num processo em que consequentemente irá COMPREENDENDO os seus defeitos (ego) e abrindo as portas para a eliminação.

Só podemos eliminar aquilo que realmente conhecemos .

Nós nem nos conhecemos efetivamente ! Somos tão contraditórios. Um dia a gente ama e no outro já odeia. Seguimos vivendo sem ao menos analisar a situação com vistas a compreendê-la, passamos para outras situações literalmente atropelando as experiências e repetimos os mesmos carmas de uma forma assustadora.

Os anos se passam e a velhice não é sinalizada pela experiência e evolução consciencial, senão pelos cabelos brancos.

A nossa OBRA EXISTENCIAL se perde e nem bem compreendemos... vamos simplesmente deixando de lado.
É mais divertido ir tem todas as festas... é mais divertido atender a todas as manobras da mídia... é mais divertido trocar , trocar, trocar... sem saber o porquê...

Basta fazer e assim fica tudo bem.

É mais divertido deitar na cama e dormir, levantamos da cama no dia seguinte e continuamos dormindo... nobres zumbis.

Voltando na questão da RETIDÃO DE PROPÓSITOS, podemos dizer que aquele que está firme e SINCERO em seu propósito, recebe uma ajuda que vem diretamente da fonte e por isso toda a sua vida será plena de experiências visando o auto-aprimoramento, evolução e conexão com o SER.

Só podem estar coesos e firmes neste propósito aqueles que sabem SENTIR , aqueles que estão integrados com o seu CORAÇÃO. Aqueles que não deixaram o ego dominar 100% do seu corpo porque quando isso acontece, dificilmente a pessoa terá uma vida VERDADEIRA, CENTRADA, HARMÔNICA, SENSITIVA E INTUITIVA.

Este SENTIR faz parte daqueles êxtases que não conseguimos nem explicar, aquelas situações que roubam o nosso fôlego, nos deixando conectados , integrados, inteiros, completos... são aqueles momentos que param o nosso processo de “pensar”.

Nestes momentos divinos estamos integrados diretamente com a FONTE , estamos unidos com o nosso PEDAÇO DE DEUS e precisamos nutrir estes momentos da forma mais grandiosa que pudermos. Precisamos dar graças, precisamos dizer pelo menos um “olá” para esta VERDADE que se mostra dentro de nós .

Estes arroubos conscienciais deveriam ser parte da nossa vivência diária, já deveríamos estar integrados no momento em que abrimos os olhos todas as manhãs e totalmente gratos pelo novo dia, pela nova oportunidade, pelo Sol, pelos pássaros, pela brisa da manhã, enfim, são ilimitadas as bênçãos que estão a nossa disposição .

Basta prestar atenção...

Basta CONCENTRAR...

Basta SENTIR...

Basta RESPIRAR ...

Basta SER...

Há quanto tempo não temos estes êxtases?

Há quanto tempo não sentimos a nossa respiração?

Há quanto tempo não meditamos ?

Há quanto tempo não sentimos as batidas do nosso CORAÇÃO que é a sede do SER?

Há quanto tempo não SENTIMOS a presença divina em nós?

Há quanto tempo não nos damos o direito de longas férias com caminhadas matinais a beira do mar SENTINDO A LIBERDADE DO SER?

Há quanto tempos não esquecemos o ontem ?

Há quanto tempo não permancemos inteiros num determinado lugar sem pensar em outros lugares e problemas?

Há quanto tempo não avaliamos todo o nosso lixo emocional ilusório afim de perceber que não estão nos levando a nada?

Há quanto tempo não jogamos todo o medo no lixo afim de vivermos em liberdade?

É preciso SENTIR, SENTIR, SENTIR...

Quando SENTIMOS DE VERDADE, quando deixamos de lado a mente degenerada, entramos em conexão com o processo criativo da consciência e por isso temos atitudes mais VERDADEIRAS, INDIVIDUAIS e carregadas de um PODER que vem da própria fonte.

Este PODER vem do próprio DEUS em nós que na maior parte das vezes não é reconhecido.

Sorte daqueles que reconhecem porque passam a alimentar esta VERDADEIRA DIVINDADE QUE RESIDE EM TODOS OS SERES HUMANOS.

É através deste poder que vem do nosso SENTIR, da nossa integração com a fonte, que vamos alcançando e conquistando o refinamento necessário para que possamos ter atitudes mais nobres, coerentes, conscientes e principalmente impregnadas de um VALOR que trará um diferencial positivo para o mundo.

Através das formidáveis MEDITAÇÕES encontramos as nossas respostas, encontramos o nosso caminho, descobrimos quem nós somos de verdade e o que temos que fazer por nós e por este Planeta .

Passamos assim a realizar a nossa OBRA EXISTENCIAL de definitivamente sutilizar a nossa energia em todos os aspectos afim de alcançar outros patamares evolutivos.

A parte mais importante e FUNDAMENTAL neste processo de sutilização da energia diz respeito a nossa PURIFICAÇÃO interior que é alcançada através de um processo SINCERO de auto-observação , compreensão e eliminação dos defeitos (ego) assim, naturalmente, vamos nos tornando seres efetivamente conscientes e coerentes.

Os indivíduos que investem neste processo são verdadeiros PRESENTES para a humanidade porque as suas atitudes são carregadas de exemplos que colocam muitos outros neste caminho e potencializam o seu VERDADEIRO DESPERTAR.

Ainda não estamos despertos... isso que temos dentro é ainda muito pouco... é preciso ter humildade para assumir porque só assim alcançaremos o que nos falta.
De toda forma é através deste leve impulso que conseguimos SENTIR, que podemos trazer estas informações com as melhores das intenções no intuito de auxiliar muitos que estão vivenciando o mesmo processo e acabam achando que estão delirando, dada a complexidade de tudo que envolve este NOVO SENTIR.

Também já estivemos na fase de “pensar” que tudo isso pode ser fruto da mente , mas investindo neste processo de SENTIR, vamos encontrando mais e mais respostas, vamos montando um interessante quebra cabeças existencial onde muitas coisas falam por si só e assim torna-se dinâmico e automático porque passamos a ser regidos em parte pelo SER, por esta VERDADE que nos trás todas as respostas que precisamos e que estão bem além da mente, bem além dos pensamentos , bem além desta nossa limitação.

Com o tempo vamos percebendo o que REALMENTE é necessário e fundamental para a realização da nossa obra e tudo isso está bem além das ilusões, dos medos, das expectativas, das garantias, dos desejos, dos desacordos, das falsidades... está além disso tudo... bem além...

Somente exercitando o nosso SENTIDO DE SER poderemos “soprar” esta fumaça que encobre o que é REAL. Somente assim poderemos saber o que é REAL. O que é REAL nunca estará em consonância com o que temos em mente. O que é REAL é muito novo para o que temos a oferecer agora. Ainda somos muito pouco. Só poderemos acessar esta REALIDADE com o nosso firme propósito, disciplina e atitudes conscientes.

Alcançamos este mundo novo primeiramente através do nosso COMPORTAMENTO, comportamento este que passa a ser “orientado” por este PEDAÇO DE DEUS em nós, por nossa CONSCIÊNCIA quando vamos alcançando melhores patamares de SENTIR, quando não reagimos por impulso e de forma automática, quando nos colocamos na vida como humildes aprendizes e pedimos para esta parte NOBRE nos direcionar.

Tudo o que pedimos podemos alcançar.... é preciso ter bastante cuidado com os nossos pedidos... então que nossos pedidos sejam nobres e que o primeiro deles seja pela VERDADE . Aquele que pede a VERDADE do mais profundo CORAÇÃO, receberá esta VERDADE numa bandeja de ouro. É preciso CORAGEM para VER porque na maioria das vezes não queremos a VERDADE de forma “consciente” ou “inconsciente” , por isso optamos pelas ilusões e pelo que é mais cômodo para a nossa mente naquele momento.

É assim que funciona. Só enxergamos aquilo que estamos preparados para VER.

Por isso perdemos muito tempo com ilusões porque não investimos o nosso tempo criando as possibilidades para VER MELHOR , para VER DE VERDADE.

Não investimos porque estamos deixando de lado o nosso CORAÇÃO, o nosso templo interior, vamos comprando as idéias alheias sem perceber que todos somos únicos e que precisamos encontrar as nossas próprias respostas.

Um grande escritor chamado Eckhart Tolle diz: “Nós nos esquecemos de SER, de ser nós mesmos, de estar em SILÊNCIO, de estar onde a vida está: AQUI E AGORA.

Esta é uma das grandes chaves, senão a maior: VIVER O AGORA, estar presente e SENTINDO porque nestes momentos é o SER que se manifesta, é a VERDADE em nós, nestes momentos somos VERDADEIROS SERES HUMANOS.

O autor citado acima também diz: “nestes momentos há uma transferência de consciência que lhe permite passar do mundo conceitual do pensamento ao campo da consciência incondicionada”.

Isso é muito grandioso. É o melhor que podemos fazer por nós e pelo Planeta nos dias de hoje e para todo o sempre.
Ainda não estamos aptos para absolutamente nada enquanto CONSCIÊNCIA EVOLUÍDA. Não há como fingir que se é luz. Não há como cegos guiarem outros cegos porque todos cairão num abismo sem fim.

Devemos SENTIR o que é a vida de nossos supostos líderes espirituais e colocar sob o crivo do mais profundo e puro discernimento afim de saber DE VERDADE se é como estas pessoas que desejamos ser. Se estas pessoas têm a dignidade e nobreza necessária para serem os nossos exemplos e os nossos propósitos de vida.

Qual é o legado existencial que estas pessoas estão deixando ?

Estamos vendo LUZ ou sombras?

Somente refinando o SENTIR será possível atravessar as SUTILEZAS.

Algumas coisas estão claríssimas , transparentes, mas ainda nos recusamos a VER.

Somente a LUZ dissipa a escuridão. Esta LUZ se SENTE, esta LUZ se mostra através da ESSÊNCIA, DA CONSCIÊNCIA, DA VERDADE.
Esta LUZ é tudo que podemos ser e o primeiro passo é o SENTIR.
O primeiro passo é assumir o pouco ou nada que ainda somos , jogar o passado no lixo e iniciar uma busca em bases totalmente novas e concretas, regidas por exemplos comportamentais, TRANSPARÊNCIA, CLAREZA, PACIÊNCIA, TOLERÂNCIA, HUMILDADE, CARIDADE, RESPEITO, GRANDEZA E NOBREZA nas mais simples atitudes.

Pode parecer muito mas este é só o primeiro passo. Cada um realiza de acordo com o seu próprio ritmo .
O COMPORTAMENTO será sempre o primeiro passo. Esta conquista de integridade pessoal é o sinal que o Universo espera para nos presentear com outros impulsos que vão CLAREANDO outras partes da estrada e nos fazendo caminhar mais e melhor... passos seguros e firmes.

Estamos estacionados antes do primeiro passo. Nos negamos esta coragem por medo, ilusões, mentiras. O tempo vai passando .... a verdadeira vida vai sendo deixada de lado até o próximo concurso que fará a pessoa mais feliz, até que o apartamento seja mais espaçoso, que o carro esteja novo, os filhos criados e belíssimos porque só dignos e bem educados não serve... enfim o mais importante é sempre deixado para um segundo , terceiro ou último plano, o VAZIO PERSISTE e vamos preenchendo com coisas, pessoas, teorias, religiões que se tornam intermináveis porque este VAZIO em nós é justamente esta falta do que é VERDADEIRO, DO QUE É INTEIRO.

É saudade de nós mesmos !!!

Quem nós somos em ESSÊNCIA ???

Este vazio só pode ser preenchido pelo SER.

É preciso dar o primeiro passo.

É preciso SENTIR.

É preciso VIVER O AGORA.

Alguns podem estar “pensando” que para seguir este caminho é necessário abandonar totalmente a vida atual, o trabalho, etc, etc...
Esta é uma armadilha do ego para nos deixar estagnados porque não é necessário abandonar absolutamente nada para iniciar o processo de SENTIR A VIDA e adotar padrões conscientivos.

Basta apenas realizar o trabalho e aí sim , deixar de lado determinados condicionamentos que não nos levarão a lugar algum...

O exato lugar onde estamos AGORA é o melhor e o mais adequado . É o local que mais precisa desta LUZ através da adoção de posturas mais justas, conscientes, fraternas e verdadeiras.

É assim que mudamos o mundo. É assim que deixamos um rastro luminoso.


Uma hora de MEDITAÇÃO diária onde efetivamente paramos o processo de pensar é o suficiente para entrar em conexão com o nosso SER e encontrar as respostas para parte dos nossos dilemas existenciais.

Somos seres muito complexos e temos o poder de compreender toda esta complexidade em uma única vida e utilizar esta compreensão para auxiliar a humanidade.

VIVER O AGORA TAMBÉM É MEDITAR. É estar integrado e SENTINDO. É quando começamos a desvendar a VERDADE dentro de nós. É quando verdadeiramente iniciamos a BUSCA REAL que no fundo é por nós mesmos.

Como ainda estamos perdidos...

Estamos engatinhando no processo de SENTIR mas é preciso investir nisso.
VIVER O AGORA é estar no caminho da AUTO-REALIZAÇÃO. Não existe meio termo neste caminho, não existe meias respostas... ou está ... ou não está...

Nos tempos atuais, o Planeta está recebendo mais LUZ e esta potencializará ainda mais o CORAÇÃO das pessoas que estiverem em SINTONIA e dispostas a alcançar a VERDADE PURA E SEM MANCHAS ( ilusões).

É também o tempo de maior rebeldia do ego, aquele que não quer mudar, que não quer morrer e que vive condicionado , que tem medo, expectativas, ansiedades, que se sente no direito de eternizar.

Este ego está muito forte e somos nós mesmos que damos o alimento diariamente.

É tempo de “orar e vigiar” para aquelas pessoas que estão realmente decididas a crescer porque estamos diante de uma oportunidade única, de um grande salto evolutivo onde não há espaço para o ego, onde não há espaço para ilusões, mentiras, meias verdades e coisas duvidosas.

Estamos num tempo privilegiado para as pessoas que querem SER.
Tudo que envolve o CORAÇÃO e o SENTIR será potencializado , mas a nossa ATITUDE terá um peso determinante , fundamental e único.

É realmente um momento de ESCOLHA.

ESCOLHA CONSCIENTE.

No fundo todos já sentem o que é melhor e já estão sendo avisados pela voz interna.

O MUNDO NOVO é das pessoas novas, daquelas que estão dispostas a abandonar a velha personalidade, daquelas que estão dispostas a se integrar com o SER.

Criamos ilusões em torno deste MUNDO NOVO e não percebemos que este MUNDO NOVO PODE COMEÇAR AQUI E AGORA.

Só depende de nós.

Escolha consciente, corajosa e verdadeira.

Ricardo Queiroz Alexandre
ricardoqa@yahoo.com



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O NOSSO MAIOR DESAFIO



Hoje temos a nossa disposição um grande número de grupos que se reúnem visando trabalhar a evolução, o crescimento, a descoberta dos grandes enigmas que sempre nos intrigaram, em especial os maiores deles: Por que estamos vivos? O que estamos fazendo aqui? Qual o sentido da nossa existência?

Esta reunião de grupos sempre se mostrou muito saudável e produtiva para a maior parte das pessoas, mas em determinado momento, muitos tomam a decisão de seguir um caminho “solitário”, assumem a necessidade de Poder que é latente em todos e se lançam no maior aprendizado de suas vidas: O AUTO-CONHECIMENTO.

Estas pessoas descobrem que estes grupos auxiliam bastante na evolução de suas vidas, mas nenhum deles pode realizar por elas o maior dos desafios: A ELIMINAÇÃO DO EGO.

Muitos grupos, especialmente aqueles ligados às teorias “new age”, falam sobre um mundo novo, um novo Ser Humano, um novo paradigma, mas a maior parte deles não explica o método, não explica como chegar lá . Este mundo florido e iluminado é extremamente atraente, mas ainda ficam as perguntas: Como atingir toda esta maravilha? Como efetivamente trilhar o caminho mais acertado rumo a criação de um ser humano auto-realizado?

Não há como atingir este tão sonhado objetivo sem antes fazer o nosso dever de casa: DESCOBRIR O EGO (auto-observação); COMPREENDER O EGO (avaliação consciente) e ELIMINAÇÃO DO EGO.

O EGO é aquele(s) que não somos nós de verdade. São os nossos agregados psicológicos, sejam desta ou de outras vidas que precisam ser desvendados afim de que a nossa essência possa começar a aparecer e receber definitivamente a nossa atenção.

O primeiro passo para trabalhar o ego é se auto observar. Precisamos observar estes nossos “eus” que nos tornam este Ser Humano tão contraditório e inconstante na maioria das vezes. Todas estas manifestações fazem parte do “show” destes nossos “eus” psicológicos que ao longo das gerações vem destruindo todo potencial criativo da consciência. Quando iniciamos o processo de auto-observação consciente, começa a nascer em nós algo muito importante: a figura do OBSERVADOR X OBSERVADO.

O OBSERVADOR é o nosso pedaço ainda pequeno de consciência, de essência, que começa (talvez após milhares de encarnações) a fazer o seu dever de casa: observar, conhecer, COMPREENDER, SENTIR...

A medida que este processo avança e vamos desvendando tudo aquilo que existe dentro de nós, passamos a compreender efetivamente quem nós somos de VERDADE.

O processo de descoberta destes agregados psicológicos (eus) é indispensável para qualquer indivíduo que pretenda atingir a sua auto-realização enquanto SER.

Todos estamos neste Planeta passando por testes, descobrindo qual a forma de retornar à essência e efetivamente romper com o ciclo reencarnatório.

Estes agregados psíquicos – eus – ego – são nossos maiores desafios porque não somos um só, somos muitos, cada um se manifestando de acordo com a situação e nos arrastando pela vida sem a mínima consciência.

O método é simples e ao mesmo tempo complexo: é preciso começar a trabalhar a BASE e a BASE de todo trabalho evolutivo VERDADEIRO consiste na eliminação dos nossos “eus” para que a CONSCIÊNCIA possa se sobrepor... ESTE É O PROCESSO QUE CHAMAMOS DE DESPERTAR... SÓ ASSIM PODEREMOS ANDAR COM AS NOSSAS PRÓPRIAS PERNAS... SÓ ASSIM SEREMOS DONOS DO NOSSO DESTINO E APTOS A EXERCITAR O NOSSO LIVRE ARBÍTRIO DE FORMA CONSCIENTE.
É PRECISO SER HUMANO DE VERDADE !!!!

Dizemos que este é o nosso maior desafio, porque estes “eus” não são apenas muitos, estes “eus” podem ser milhares dentro de nós e é preciso observar, compreender e eliminar cada um deles se almejamos não mais retornar para a 3ª dimensão.

É preciso coragem e entrega. No fundo todos sabemos qual é o nosso “calcanhar de Aquiles” , mas grande parte de nós prefere não olhar para estes defeitos, preferem depositar a sua evolução em coisas externas, em trabalhos que deixam de lado o que é mais importante e doloroso. Este é um risco enorme porque o ego precisa ser totalmente eliminado de nossa existência porque enquanto ele estiver presente, sempre estaremos correndo o risco de nos cegarmos novamente.

A medida que vamos “evoluindo”, estes “eus” também evoluem , eles também vão se sutilizando e se tornando mais ardilosos. Estes “eus” estão sempre nos acompanhando e sempre prontos para nos apanhar em nossas fraquezas , aquelas que insistimos em não trabalhar.

A MEDITAÇÃO é extremamente importante neste processo de desvendar os nossos agregados psicológicos porque nos possibilita um estado muito grande de INTEIREZA e assim nos tornamos aptos para apontar para todos estes nossos defeitos. Só é possível trabalhar os defeitos que conhecemos.

Viemos para esta encarnação efetivamente para resolver estas questões, para “consertar” estes defeitos e o título deste texto se justifica porque ainda insistimos em não fazer a nossa tarefa.

Até quando ???

Até quando vamos escolher o sofrimento? Até quando vamos virar as costas para o que o nosso coração diz que deve ser feito?

Somos muito orgulhosos, vaidosos, egocêntricos e não suportamos admitir a mostruosidade que também existe dentro de nós. Se houver HONESTIDADE, vamos detectar em nós todos aqueles defeitos que tanto criticamos nos outros, por maiores que sejam.

É PRECISO DEIXAR O NOVO NASCER.

É preciso descobrir qual a melhor técnica que nos leva para o estado meditativo, o estado do não pensar, o estado de graça, porque através destas técnicas passamos efetivamente a VIVER O AGORA.

VIVER O AGORA também é meditar. Quando estamos vivendo o agora, estamos a todo o tempo SENTINDO tudo ao nosso redor e este SENTIR é a nossa conexão com a fonte, com a nossa essência.

Existem também patamares de SENTIMENTO. Precisamos começar porque a medida que passamos a investir neste SENTIR, vamos refinando a nossa conexão com o CORAÇÃO e vamos recebendo grandes respostas - são respostas VERDADEIRAS, respostas que vem da fonte, do nosso pedaço de DEUS e basta fazermos testes para comprovar.

Neste estágio já conseguimos vivenciar na 3ª dimensão um grande ESTADO DE GRAÇA , mas, ainda assim , a auto-observação dever ser a palavra de ordem porque precisamos eliminar todos os defeitos se quisermos receber o nosso passaporte para a 4ª dimensão.

ESTES DEFEITOS SE ESCONDEM MUITO BEM DENTRO DE NÓS.

Ao longo da história da humanidade, conhecemos grandes mestres e civilizações que se perderam, em sua maioria, foram casos de pessoas bastante evoluídas que permaneceram ainda com alguns agregados psicológicos que em determinado momento se fortaleceram e nesta hora significou a destruição de todo um trabalho de vida, talvez a destruição do mestre ou da civilização porque este ego tomou conta de alguém muito poderoso energeticamente.

Quanto mais subimos, maior pode ser a queda. O maior MESTRE – JESUS CRISTO – já dizia : “ORAI E VIGIAI”...

É por isso que podemos concluir que o anticristo não é nenhum Ser externo e sim o nosso ego. O anticristo habita dentro de cada um de nós e pode ser a nossa perdição ou a nossa redenção quando eliminado.

TUDO DEPENDE DE NÓS PORQUE NA REALIDADE TUDO RESIDE EM NOSSO INTERIOR.

O ego – defeitos – agregados psicológicos – impedem que a gente enxergue a realidade das coisas, que a gente SINTA DE VERDADE , assim ele vai assumindo o que temos de mais VALIOSO , o nosso CORAÇÃO, a nossa conexão com o SER. Este ego fortalecido ao longo de décadas e vidas, vai apagando o nosso CORAÇÃO e pode chegar ao ponto de tornar a tarefa de auto-descobrimento quase impossível.

Temos coragem de nos auto-observar ? Temos coragem de fazer o que o coração nos indica? Temos coragem de transcender?

REALMENTE É PRECISO CORAGEM.

É preciso PERDER O MEDO porque enquanto tivermos medo, seremos prisioneiros do ego, nossa CONSCIÊNCIA ainda será refém das ilusões que existem dentro de nós.

RELEMBRANDO OS PASSOS:
1 – Auto-observação (OBSERVADOR X OBSERVADO)
2 – Compreensão (atitude consciente)
3 – Eliminação

Esta é a tarefa ! É simples ! A gente é que escolhe não fazer ou então dificulta o processo por livre e espontânea vontade.

É PRECISO COMEÇAR...

Cumprindo esta tarefa, um novo leque de opções se abrirá diante de nós, uma nova caminhada, uma caminhada mais pura, mais sutil, uma nova realidade... conseqüência da sintonia que criamos com o nosso SER.

É a nossa VERDADEIRA VIDA!

EXISTE ALGO MELHOR?

Ricardo Queiroz Alexandre
ricardoqa@yahoo.com


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

COMO PERCEBER MELHOR O QUE É JOIO E O QUE É TRIGO


Como Perceber Melhor o Que é Joio, e o Que é Trigo

Carlos Cardoso Aveline


Certos ditados populares contêm uma sabedoria verdadeiramente imortal, quando nos advertem sobre as relações surpreendentes entre o que é ilusão e o que é realidade:

* “O essencial é invisível aos olhos.”

* “As aparências enganam.”

* “O hábito não faz o monge.”

* “Quem vê cara não vê coração.”

Apesar de todos os avisos e conselhos nesse sentido, é normal que muitos se deixem levar pelas aparências. Afinal, como explica outro ditado popular, “o que os olhos não vêem, o coração não sente”. As pessoas necessitam do apoio da visão externa. Há muitos São Tomés modernos exigindo ver para crer, e quando eles vêem algo, acreditam naquilo, mesmo que a visão seja falsa e enganosa e os leve a um beco sem saída.


Cecília Meireles escreveu:

Os teus ouvidos estão enganados.
E os teus olhos.
E as tuas mãos.
E a tua boca anda mentindo
Enganada pelos teus sentidos.
Faze silêncio no teu corpo.
E escuta-te.
Há uma verdade silenciosa dentro de ti.
A verdade sem palavras.
Que procuras inutilmente,
Há tanto tempo (...) [1]

A dificuldade de distinguir mitos de verdades deve-se também ao fato de que, em certas ocasiões, a verdade não é agradável.

O ditado popular afirma que o pior cego é aquele que não quer ver, mas o ditado ignora o fato de que quase sempre há um motivo forte para manter os olhos fechados. A aceitação da realidade pode derrubar e destruir as ilusões mais agradáveis.

A ilusão é como uma couraça protetora. A verdade torna o indivíduo interiormente forte, mas externamente vulnerável. Com ela, o ser humano é forçado a deixar de lado situações sobre as quais antes comodamente enganava a si mesmo – e aos outros. Assim, o cego mais astucioso é aquele que prefere não ver, e uma boa parte das pessoas está nesse caso. É como se o indivíduo pensasse: “é melhor não saber de certas coisas”. Todo conhecimento direto implica uma responsabilidade e um perigo. Às vezes o indivíduo foge do perigo − e da sua verdadeira força interior − buscando refúgio na falsa segurança do não-saber.

Há ainda outro aspecto no processo de produção de brumas e ilusões. É mais fácil seguir as velhas trilhas do pensamento conhecido, das ações repetidas, dos pontos de vista estabelecidos. Muita gente vê a vida como algo imóvel, ou como algo cujo movimento é sempre o mesmo e não admite inovações. E há inúmeros cidadãos que querem que seja assim. Apenas gostariam de trocar alguns poucos fatos isolados, para que suas ambições pessoais se tornassem realidade.

Quase tudo o que é rotina parece real. O que rompe a rotina parece irreal e até inaceitável. O caminho estreito e íngreme de que fala Jesus no Novo Testamento (Mateus, 7: 13-14) consiste em ir contra a correnteza e olhar os fatos colocando a verdade acima das outras considerações.
Esse caminho precário força o ser humano a pensar, e nele os tombos e os tropeços são inevitáveis. A roupa fica rasgada. A sola dos sapatos fura. O futuro é incerto, e o caminhante é visitado pelo medo e pela incerteza –; mas sua alma cresce, e nem as corporações multinacionais, com todo o seu inquestionável poder tecnológico, puderam inventar até hoje algo tão importante quanto o simples crescimento da alma.

É verdade que a caminhada do autoconhecimento não se dá em terreno asfaltado, sob o aplauso constante das pessoas mais queridas do peregrino, enquanto ele avança feliz entre seus admiradores. O caminho é íngreme. Ele é percorrido solitariamente em uma paisagem complexa, em meio a luzes e sombras, sons e silêncios, orientações verdadeiras e falsas indicações.
A chave da vitória do peregrino está sobretudo na sua capacidade de aprender com as derrotas.

A espiritualidade não existe afastada da vida. O que há no mundo externo, há também no mundo da busca espiritual. Existem espertalhões que mentem no âmbito das relações sociais e econômicas, e outros tantos “espertos” geram mitos no universo da busca espiritual. Os indivíduos honestos são a maioria em ambas dimensões da vida; mas eles devem viver com os olhos abertos e com os ouvidos atentos, porque a vigilância é um preço a pagar pelo progresso, em todos os aspectos da caminhada.

O grau de honestidade de qualquer indivíduo em relação aos outros é uma decorrência do seu nível de honestidade com si mesmo. Quem engana os outros engana a si. E quem engana a si mesmo não tem motivos − nem meios ou instrumentos − para ser sincero com os outros.

Por isso, um dos primeiros passos de toda caminhada espiritual é a decisão de ser honesto com sua própria consciência interior.

A jornada em busca do conhecimento sagrado é uma obra de alquimia em que você troca o tempo potencial de sua vida física por experiência acumulada e sabedoria. Você transmuta tempo, e energia, em conhecimento. O tempo que lhe é dado viver e a energia vital correspondente a cada uma das suas faixas etárias são recursos naturais. Mais do que isso: são recursos naturais não-renováveis − pelo menos do ponto de vista da sua atual encarnação. Para o alquimista espiritual, o tempo e a vitalidade são as matérias-primas do seu trabalho, e não podem ser desperdiçados. Para evitar o mau uso desta matéria-prima, uma coisa é indispensável: o discernimento.
É ele que permite identificar o que é mito e o que é verdade, o que é folclore e o que é fato, o que é jogo de cena e o que é lei eterna.

Deste modo o indivíduo evita jogar fora o tempo de vida que lhe pertence. É certo que haverá outras encarnações no futuro: mas a qualidade do ponto de partida que lhe será dado nelas dependerá de saber aproveitar as oportunidades de agora.

- O Desafio da Prática -

O que se pode fazer, então, para diminuir o problema da perda de tempo?

Esta pergunta coloca alguns desafios que, quando enfrentados com seriedade, têm lições valiosas a ensinar.

A prática é um critério da verdade. É ela, e não o discurso, que revela a diferença entre o tonto e o sábio. Mas a prática é algo bem maior e mais complexo que os fatos físicos externos. A prática é também a vida psicológica, emocional e contemplativa ou intuicional.

Assim, para ver como anda o processo de iluminação da alma de alguém que assumiu um compromisso espiritual consigo mesmo, é preciso examinar quanto há de força e de responsabilidade próprias na decisão tomada, e qual é o poder real que o compromisso assumido tem de mudar para melhor − ainda que lentamente − a vida diária do indivíduo.

- A Ação Individual -

Algumas pautas de comportamento individual são típicas da religiosidade não dogmática dos novos tempos. Entre esses costumes e recomendações éticas estão:

*A leitura reflexiva de obras da teosofia original e da filosofia clássica;

*A ajuda mútua e a solidariedade na caminhada espiritual;

*O apoio a ações altruístas no plano econômico-social e cultural;

*Uma alimentação natural, sem aditivos, corantes, flavorizantes, conservantes, e sem uso de defensivos agrícolas;

*Uma alimentação integral, sem uso de grãos refinados;

*Uma alimentação vegetariana, ou lacto-ovo-vegetariana, isto é, que não implique a morte de animais;

*A abstenção de cigarro e bebidas alcoólicas;

*A prática diária de exercícios físicos moderados, como caminhadas, plantio de mudas de árvores, tai-chi-chuan, ou artes marciais como judô e ai-ki-dô;

*A auto-observação diária e a gradual purificação de pensamentos e sentimentos;

*O estudo livre e não-dogmático dos melhores textos de cada religião, sem que o estudante esteja preso a dogmas ou rituais.

Esses, entre vários outros itens, caracterizam um novo tipo humano, e também uma nova cultura emergente. Abre-se espaço assim para o cidadão e a humanidade da era de Aquário. O novo indivíduo escuta seu próprio coração. Ele já não coloca fama, poder e dinheiro acima de todas as coisas.
Sua espiritualidade não se prende a seitas, rótulos, crenças cegas ou conceitos inquestionáveis. Ele não pensa que pode comprar sabedoria indo a caros seminários de final de semana.

- A Liturgia da Espiritualidade -

Cada etapa da vida nos capacita para romper com um certo tipo de armadilhas e ilusões. Mas algumas delas são as mesmas de etapas anteriores, apenas de cara nova. Não basta passar a falar de temas filosóficos e universais, por exemplo, para que morra o velho hábito de pensar mecânica e superficialmente. Astucioso, discreto, o hábito da preguiça mental nos acompanha fielmente, de modo quase imperceptível, como um cachorro envergonhado que teima em seguir o dono, disfarçando para não ser visto porque sabe que recebeu ordens de ficar em casa.

É recomendável examinar algumas questões: os nossos pequenos rituais diários, aquilo que poderíamos chamar de liturgias da nossa espiritualidade, serão todos resultado de decisões realmente responsáveis e conscientes? Esse conjunto de práticas é conseqüência natural de uma compreensão ampliada da vida? E, sobretudo, usamos de bom senso? O mito e o folclore rodeiam e encobrem a verdade, e há uma antiga história zen que ilustra esse tema.

Certo dia, séculos atrás, um grande mestre budista recolheu da rua um gato abandonado e passou a cuidar dele. Quando meditava, em sua cela, o monge amarrava respeitosamente o animal no pé da mesa, para que não o atrapalhasse. Passaram-se vários anos. O monge morreu e pouco depois o gato desapareceu do monastério. O sucessor do velho mestre − zeloso seguidor das suas técnicas de meditação − buscou então um gato e o amarrou ao pé da mesa durante as suas meditações. Com o tempo, a prática institucionalizou-se. Já muitos praticantes amarravam gatos a pés de mesas no momento da meditação. Surgiram polêmicas entre doutores sobre qual devia ser a cor do cordão que amarrava o gato. Novas seitas passaram a alegar que o gato deveria ser dessa ou daquela raça. Caso contrário, a meditação seria apócrifa e ineficaz. O dogma e o mito haviam transformado o meio em fim, a aparência em essência, e a circunstância externa em fato central.

O mesmo pode ocorrer – e ocorre freqüentemente – com as modernas técnicas de meditação e oração, o vegetarianismo, o respeito aos animais, e a atitude de valorizar pensamentos construtivos. Tudo pode ser visto com olhos supersticiosos e transformado em dogma, rotina e ritual.

A verdade, porém, é que não existe uma seqüência pré-concebida de passos a serem tomados no caminho do autoconhecimento. Os oito passos do nobre óctuplo caminho do budismo são todos reflexivos, e podemos começar por qualquer um deles, ou pelos oito ao mesmo tempo. Eles são: 1) compreensão correta; 2) pensamento correto; 3) palavra correta; 4) ação correta; 5) meio de vida correto; 6) esforço mental correto; 7) atenção correta, e 8) concentração correta. São passos inseparáveis entre si, e não sucessivos.

O caminho não está, pois, em linha reta. Não consiste em obediência. Cada caminhante deve ter em primeiro lugar sua meta clara, e então abrir caminho. O poeta espanhol Antônio Machado ensinou: “Caminante, no hay camino – el camino se hace al andar”. Não há um caminho único e igual para todos. Cada passo é sempre o primeiro passo, e define a substância dos passos seguintes. A condição mais importante da caminhada é que os passos sejam dados com integridade e por decisão própria.

“Faze o que é correto, e com o tempo isso te será agradável”, ensinavam os pitagóricos. De fato, vale a pena fazer um esforço para melhorar nossos hábitos, e os resultados são melhores quando o esforço é feito a partir de uma concepção ampla, firme e universal da vida.

- Cinco Ilusões Freqüentes na Espiritualidade Superficial -

Uma dose razoável de realismo e uma certa experiência de vida nos mostrarão que estamos mais ou menos rodeados por todos lados de uma estranha mistura de verdade e ilusão. E essa mistura ocorre também dentro de nós.

De um certo ponto de vista, podemos dizer que “a ilusão é uma tinta ou camuflagem cuja função é encobrir a verdade apenas de quem não está pronto para ela” [2].

Há ilusões coletivas que pairam no ar: podemos absorvê-las inconscientemente. São falsidades culturais mais ou menos estabelecidas, mas que é possível identificar, analisar e descartar. Vejamos, como exemplos, cinco delas:

1)“Há apenas paz e amor no caminho espiritual.” O pensador zen-budista Shundo Aoyama escreveu que a velhice, a doença e a morte − assim como a felicidade, a infelicidade, o ganho e a perda − são todos fatores importantes no caminho em busca da sabedoria.

2)“Temos a obrigação de experimentar sempre sentimentos maravilhosos durante nossas meditações”. Na verdade, como ensinou Charlotte Joko Beck, “a meditação não é ocasião para bem-aventurança e relaxamento, mas um forno para queimar nossas ilusões egoístas”.[3] Quando sentamos, imóveis, para buscar a verdade interior, podemos ser assaltados por dúvidas, ansiedades e outras movimentações da ignorância. Dessa tensão surgem um atrito e um fogo que queimam as ilusões do nosso eu pessoal, tornando-o digno de contemplar a verdade.

3)“A caminhada espiritual é apenas pessoal e subjetiva, nada tendo a ver com os outros ou com o mundo externo”. O monge zen Thich Nhat Hanh considera que “os instrutores espirituais que não dão atenção aos problemas do mundo, como fome, guerra, opressão e injustiça social, não compreenderam bem o significado do budismo”. Porém, em teosofia, como no budismo, o importante é combater as causas e não os meros efeitos externos da ignorância.

4)“Nossos pensamentos e emoções são separados do nosso corpo físico”. Uma grande quantidade de derrotas e fracassos resulta da visão do caminho espiritual como algo que nega o corpo físico, ao invés de conhecê-lo e usá-lo adequadamente como um instrumento da caminhada. A alimentação, a respiração, a circulação do sangue, o trabalho do rim e do fígado, os relaxamentos e as tensões musculares são retratos dinâmicos que expressam, no mundo físico, aquilo que ocorre na alma. Por sua vez, os hábitos, posturas e processos corporais também influenciam as atividades mentais e emocionais.

5)“O caminho espiritual é feito de fé e de crença”. Grave engano. A crença em algo que não podemos verificar por nós mesmos reduz a nossa capacidade de perceber a realidade e fecha nossa mente para o que é novo. Os caminhos que levam à paz interior são feitos de perguntas e de tentativas. A convicção é um péssimo critério para julgar a verdade.

Os autoritarismos bem intencionados, religiosos ou não, plantam falsas certezas e exigem “fé” e “confiança” de seus seguidores. [4] Os sistemas corretos de liderança, baseados na comunhão fraterna, fazem da transparência e da vigilância coletiva a sua característica central. A verdadeira fé e a verdadeira confiança surgem de dentro para fora. Elas não são resultado de propaganda ou de pregação, e não têm medo do exame crítico, mas, ao contrário, testam sua força enfrentando de boa vontade os desafios da vida. Robert Crosbie, o fundador da Loja Unida de Teosofistas, escreveu:

“A teosofia não impõe coisa alguma, mas convida a um exame atento”.

Há muitos exemplos de ilusão, é claro – dentro e fora de cada cidadão. Os caminhos que levam à paz interior são, na prática, maneiras pelas quais cada um de nós decide aceitar a destruição dos seus mitos particulares e adequar sua vida prática à lei da verdade.


- O Pacifismo Ingênuo -

Quando examinamos algumas das ilusões “espirituais” comuns na primeira parte do século 21, há um item que merece um relativo destaque. Trata-se do mito pacifista segundo o qual todo conflito é inútil, e a única atitude recomendável é a ausência de combate, e até a ausência de esforço, por parte do aprendiz espiritual.

A obra “Três Caminhos Para a Paz Interior” descreve essa atitude como uma negação infantil do conflito:

“O pacifista ingênuo faz de conta que todo conflito é inútil ou ilusório, e com isso evita tomar uma posição clara. Nega seus próprios sentimentos de rancor, que passam a fazer parte da sua ‘sombra’ inconsciente. Pensa, por exemplo, que ‘nazismo e democracia são a mesma coisa’, e que a injustiça social ou a corrupção na política não devem ser combatidas ‘porque, afinal, fazem parte do mundo externo ilusório’. Ele prefere não perceber que há no mundo externo um doloroso conflito entre verdade e ilusão, sinceridade e mentira; que esse conflito externo é influenciado e também influencia o que ocorre na alma humana, pois é, na verdade, parte dela.” [5]

Fechando os olhos para a realidade externa, o pacifista superficial desiste de usar o discernimento. Pensa que o caminho espiritual consiste em nunca dizer uma palavra áspera e manter sempre um sorriso nos lábios. Ele repete os escribas e fariseus criticados por Jesus – que eram como sepulcros caiados, limpos por fora, mas cheios de substâncias podres por dentro, segundo Mateus, 23.

O pacifista superficial trata de imitar da melhor maneira possível o suposto comportamento externo e o olhar sublime dos santos, tal como aparecem nos retratos das igrejas. Esse enfoque evita comodamente proteger a verdade contra a mentira ou a justiça contra a opressão, alegando que “a iluminação espiritual transcende as ilusões dualistas”.

- A Mitologia da Religião Convencional -

As religiões dogmáticas se alimentam da credulidade humana, e se apóiam em mitos que lhes dão aparência de legitimidade. O ensaio de Sigmund Freud intitulado O Futuro de Uma Ilusão descreve os mitos religiosos dos últimos séculos como algo que não foi inteiramente inocente, da parte de certas “lideranças espirituais”, mas sim desenhado para dominar multidões através do dogma.

É bom que se diga que Jesus, Buda e outros grandes instrutores foram hereges em seu tempo e jamais fundaram religiões baseadas em crença cega e ritual.
A lógica do poder e o apego à rotina engolem e destroem o quanto podem da sabedoria divina. Normalmente, depois de um grande instrutor, surge uma religião burocratizada, com seus numerosos mecanismos corporativos. A tradição institucionalizada produz a traição ao espírito do ensinamento original. O movimento teosófico moderno não é uma exceção à regra, mas há hoje um pequeno núcleo de teosofistas − espalhados por quinze países − que mantém viva a proposta original de trabalho, formulada entre 1875 e 1891.

Falando dos tempos já passados em que a religião da credulidade dominava absoluta, Freud, o polêmico criador da psicanálise, avalia:

“É duvidoso que os homens tenham sido em geral mais felizes na época em que as doutrinas religiosas dispunham de uma influência irrestrita; mais morais, certamente não foram. Sempre souberam como externalizar [como tornar algo exterior, situado fora do ser humano] os preceitos da religião e anular assim suas intenções. Os sacerdotes, cujo dever era assegurar a obediência à religião, foram ao seu encontro nesse aspecto. A bondade de Deus põe uma mão refreadora à sua justiça. Alguém peca; faz depois um sacrifício ou se penitencia, e fica livre para pecar de novo. (...) Assim, concluíram: só Deus é forte e bom; o homem é fraco e pecador. Em todas as épocas, a imoralidade encontrou na religião um apoio não menor que a moralidade.” [6]

As religiões patriarcais – que cultuam um deus-pai ameaçador e justificam a morte e a violência – constituem para Freud uma neurose coletiva, uma psicopatologia:

“Assim, a religião seria a neurose obsessiva universal da humanidade; tal como a neurose obsessiva das crianças, ela surgiu do complexo de Édipo, do relacionamento com o pai.(...)” [7]

Ao definir como ilusões neuróticas as poderosas religiões monoteístas do século 20, Freud não encarava o termo religião no seu sentido original e etimológico, que vem do latim religare e significa a religação do mundo humano com o mundo divino.

A nova religiosidade, que surge hoje livre das ilusões institucionalizadas, é um processo que se constrói com base em alguns princípios básicos e universais, no bom senso e na experiência direta de cada um, mas não na mera crença.

O cidadão do século 21 busca a sabedoria em uma caminhada coletiva e solidária, em comunhão com outros seres. Mas isso não autoriza a construção de dogmas. A comunhão visa a troca de experiências úteis e também a ajuda mútua – duas coisas moralmente belas e indispensáveis em qualquer etapa ou aspecto da vida.

Desse modo, a nova religiosidade do século 21 pode abandonar esse nome e ser chamada de ciência. Ou de psicologia. Ou simplesmente de filosofia da espiritualidade não-dogmática. Porque ela não está presa a nomes ou rótulos, mas é uma realidade viva, dinâmica, mutável na forma, que pode ser denominada de maneiras diferentes.

- A Pedagogia de Paulo Freire -

A espiritualidade não-dogmática não aceita crenças ou recomendações cegas, mas é, ao invés disso, um processo vivo de aprender e de ensinar.

Mesmo sem usar em momento algum o rótulo de espiritual ou de religioso, o pensador brasileiro Paulo Freire propõe em suas obras sobre pedagogia uma atitude mais eficaz diante do aprender e do ensinar.

Sua abordagem é de grande utilidade para a arte de viver corretamente. Ele escreveu:

“Outro saber necessário à prática educativa, e que se funda na mesma raiz que acabo de discutir – a da inconclusão do ser humano que se sabe inconcluso – é o que fala do respeito devido à autonomia do ser do educando. Do educando criança, jovem ou adulto. Como educador, devo estar constantemente advertido com relação a esse respeito, que implica igualmente o respeito que devo ter por mim mesmo. Não faz mal repetir afirmação várias vezes feita nesse texto – o inacabamento de que nos tornamos conscientes nos faz seres éticos. O respeito à autonomia e à dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros. (...) O professor que desrespeita a curiosidade do aluno, o seu gosto estético, a sua inquietude (...) o professor que ironiza o aluno, que o minimiza, que manda que ‘ele se ponha no seu lugar’ ao mais tênue sinal de sua rebeldia legítima, tanto quanto o professor que se exime do cumprimento do seu dever de propor limites à liberdade do aluno, que se furta ao dever de ensinar, de estar respeitosamente presente à experiência formadora do educando, esse professor transgride os princípios fundamentalmente éticos de nossa existência.” [8]

O pensamento de Paulo Freire permite examinar melhor os mitos e as ilusões do chamado movimento esotérico. Algumas pessoas têm a impressão de que a espiritualidade é algo que se transmite mecanicamente de quem sabe para quem não sabe. Deste ponto de vista, aquele que tem o conhecimento deve ser ativo no processo, e quem não sabe deve ser apenas passivo e receber a ação, obedecendo cegamente. Essa premissa é falsa. Quando ela é aceita, a caminhada é feita sobre a base da ilusão.

Desde o início, aquele que sabe mais deve se colocar como um auxiliar daquele que sabe menos. Aquele que sabe menos é, na verdade, o centro e o autor do processo de aprendizagem, e não pode ser artificialmente colocado na periferia da sua própria caminhada.

- O Papel do Bom Senso na Busca -

É possível dizer que o nosso “estado de vigília” é, na verdade, feito de sonhos. E que, mesmo quando pensamos estar acordados, na verdade nos relacionamos sobretudo com as imagens que temos das coisas, como em um sonho. Temos poucos momentos de lucidez total, em que vemos as coisas como elas são e dentro de um horizonte muito mais amplo que o curto prazo pessoal.

O ser humano dorme, do ponto de vista da espiritualidade mais elevada. Ele ainda não despertou para um modo mais maduro de ver o mundo. Sua visão do mundo é feita de sonhos ou mitos criados por ele mesmo, ou que ele aceita como se fossem realidade, porque lhes foram apresentados e impostos como tal. Ele os chama de “realidade”, mas, desde outro ponto de vista, as mesmas descrições do mundo podem ser reconhecidas como imaginação ou fantasia.

Como encontrar, então, o caminho da verdade? E como avançar por ele?

Estas duas perguntas são sempre atuais. Não há um modo simples de responder a elas. Mas sabemos que, para trilhar o caminho do autoconhecimento, é necessário ter bom senso. Para quem deseja achar a verdade, existe uma filosofia antiga e multidisciplinar que ensina a conhecer simultaneamente a si mesmo e ao universo. É preciso que o indivíduo seja seu próprio mestre, e que seja o aluno da sua consciência, isto é, um discípulo leal da “voz da razão” em seu próprio interior. É ouvindo essa voz que ele se libertará das armadilhas da ignorância e dos mitos que a sustentam, quer eles tenham sido criados por si mesmo ou por outrem.

Em relação à presença da voz da razão na consciência individual de cada ser, Freud escreveu, usando a palavra “intelecto” no seu sentido clássico, de “inteligência elevada”:

“A voz do intelecto é suave, mas não descansa enquanto não consegue uma audiência. Finalmente, após uma incontável sucessão de derrotas, obtém êxito. Esse é um dos poucos pontos sobre os quais se pode ser otimista a respeito do futuro da humanidade, e, em si mesmo, é de não pequena importância.” [9]

Aquele que cria as ilusões deve eliminá-las, e esse é o caso de cada um de nós. O momento em que vamos considerar necessário melhorar nossa dieta, praticar exercícios ou ler e meditar diariamente sobre assuntos teosóficos só pode surgir como algo natural. Não deve ser resultado de imitação, de obediência ou de sujeição a uma autoridade externa.

Se não descobrirmos a sabedoria dentro de nós, de nada adiantará buscar fora. Mas quando descobrirmos a paz dentro de nós mesmos, qual a necessidade de procurá-la ansiosamente no mundo externo?

O essencial é invisível aos olhos, mas pode ser encontrado dentro de nós.

Depois que isso acontece, doamos da nossa paz ao mundo sem que ela perca a sua força dentro de nós, assim como uma chama acende outra chama sem perder coisa alguma da sua própria luz.


NOTAS:

[1] Poema número IX em “Cânticos”, de Cecília Meireles, Editora Moderna Ltda., SP, 1983.

[2] “Três Caminhos Para a Paz Interior”, Carlos Cardoso Aveline, Ed. Teosófica, Brasília, 2002, 191 pp. Veja o final da p. 132.

[3] Citado em “365 Zen Daily Readings”, edited by Jean Smith, obra de 392 páginas publicada por HarperSanFrancisco em 1999, Nova Iorque, EUA, ver p. 105.

[4] Sobre as cinco ilusões citadas, veja o livro “Três Caminhos Para a Paz Interior”, obra citada, pp. 135-138.

[5] “Três Caminhos Para a Paz Interior”, obra citada, pp. 34-35.

[6] “O Futuro de Uma Ilusão”, Sigmund Freud, Ed. Imago, RJ, 1997, 87 pp., ver p. 60.

[7] “O Futuro de Uma Ilusão”, obra citada, p. 69.

[8] “Pedagogia da Autonomia”, Paulo Freire, Ed. Paz e Terra, ver pp. 65-66. Outro trecho importante dessa obra está à p. 59 (“Ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado”). Todo o capítulo um, “Não Há Docência Sem Discência”, propõe uma relação entre educador e aluno – “mestre” e “discípulo” – em que o clima deixa de ser propício para as ilusões, mas, em compensação, dá lugar a um realismo prático e a uma capacidade de duvidar respeitosamente que aumentam muito a eficácia da busca da verdade. Um simples exame do Índice dessa obra mostrará como encontrar enfoques fundamentais sobre o papel da esperança, da alegria, da generosidade, da curiosidade, da liberdade, da autoridade e do saber escutar, no processo de aprendizagem.

[9] “O Futuro de Uma Ilusão”, obra citada, p. 83.


Carlos Cardoso Aveline